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Porque é aqui que há de nascer |
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segunda-feira, maio 12, 2003I touch myself, babe. Posso fazer isso sozinha
E você é mesmo um desgraçado. Um daqueles tristes que riem da própria maneira estúpida de ser sem ao menos saber disso, um daqueles que vão à escola para desfilar o belo corpo esculpido em tardes suadas, ou à igreja mostrar o quão bom é ao doar vários de seus herdados reais. E você é mesmo um desgraçado. Sinto pena de você criatura, que insiste na arte de se incomodar com uns e outros porque podem ser diferentes, sinto uma dorzinha aqui gritante porque você se sente mais gente que eu, e ele, e nós, e vós e eles. Engraçada essa maneira infame de ser. E choro. A água cai dos meus insanos olhinhos em consequência das gargalhadas incontrláveis da minha parte sendo você o foco, darling, and you don't know. Dói em mim sber que a sua futilidade te aflinge, que a sua chapinha e a sua etiqueta saõ os requisitos para ser você capaz de se autoafirmar. E sei que disso tudo você vai ler -se conseguir- metade, porque há de machucar-lhe, pois aí mora um louco que me ama e porque enfiei minha unha malfeita e descascada nessa sua ferida melada e escorrendo a bactérias. Vocês vivem assim. Começam aos pares, e se proliferam tanto que o algomerado costuma chamar "galera". Vocês vivem cercados e sugando uns aos outros, isso é um modo contrário ao ilustre Darwim, uma vez que estamos muito a frente das bactérias, mas vocês insitem em ser como tais, vivem em colônias. À essa gente pequena que quer ser grande, os meus pêsames, à essa maioria cretina, os meus desejos de cura. "Que vocês se curem há tempo, porque o tombo é maior aí de cima (...) e que não insistam em subir sem mover as pernas (...)" Grotesco. Respira seu ar que eu cá viro-me com o meu. |
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